Se Jesus Viesse Hoje Como Seria?
Mateus 24:40-41. No campo. No moinho. Um tomado, outro deixado.
Lucas 17:34-36. Na cama. No moinho. No campo. Um tomado, outro deixado.
Os dois textos falam de arrebatamento.
Embora não encontramos em toda a Bíblia a expressão arrebatamento, os textos falam não de arrebatamento secreto como alguns acreditam e outros ensinam.
Falam sim do arrebatamento por ocasião da volta de Jesus.
É só lembrar que Jesus deu estas informações em resposta à pergunta dos discípulos: que sinal haverá da tua vinda e da consumação dos séculos?
Vamos tentar entender o que Jesus estava ensinando ao usar as expressões cama, moinho e campo.
Aplicações:
Na cama, representa os que estão mortos, ou na própria interpretação bíblica, os que estão dormindo no pó;
No moinho, representa os membros da Igreja de um modo mais geral, trabalhando normalmente em suas atividades diárias;
No campo, pode representar os servidores da Igreja, todos os que estão no campo de trabalho, nas mais diversas atividades; isto é: todos os assalariados da igreja.
O que então fará adiferença entre os dois grupos?
Existe uma única diferença entre os serão tomados e os que serão deixados: o preparo.
Comentando o sermão profético:
Em Mateus 24 e 25, encontramos o famoso “Sermão Profético”, pregado por Jesus pouco antes de sua morte.
Veja um breve resumo:
a) Destruição do Templo. Não ficará pedra sobre pedra. Ano 70 da nossa era.
b) O princípio das dores. Guerras, falsos ensinadores, multiplicação da iniquidade, efriamento do amor, e pregação do evangelho.
c) A grande tribulação. Partes na destruição de Jerusalém e partes para o final da história. Ninguém precisa ser enganado. Jesus virá nas nuvens dos céus e todo olho o verá. Será como um relâmpago. Bem visível.
d) Os sinais da vinda do Filho do Homem. Sol, lua, estrlas, e finalmente o sinal do Filho do Homem.
e) Parábola da figueira e a exortação à vigilância. Aqui está o segredo. Vigilância.
f) A parábola do bom servo e do mau. Deus espera que estejamos trabalhando quando Jesus voltar.
g) A parábola das dez virgens. Lâmpada e azeite. Bíblia e Espírito Santo. Só a Bíblia não resolve, é preciso ter o Espírito de Deus.
h) A parábola dos talentos. Deus espera que usemos os talentos e bênçãos que nos confiou para a pregação.
i) O grande julgamento. O dia que Jesus virá nos buscar e nos levar. Tudo estará decidido, porque no dia da volta de Jesus será apenas e tão somente o dia de dar a decisão final.
Outra coisa significativa que tratando desse assunto os dois evangelistas dão informação que se completam entre si.
Mateus diz como no dias de Noé.
Lucas diz como nos dias de Noé e como nos dias de Ló.
Nos dias de Noé, “comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento até ao dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, senão quando veio o dilúvio e os levou a todos”. Mateus 24:38-39.
Nos dias de Ló não era diferente: “comiam, bebiam, compravam e vendiam, plantavam e edificavam, mas no dia que Ló saiu da cidade, choveu do céu fogo e enxofre e destruiu a todos”. Lucas 17:28-29.
Mateus e Lucas completam dizendo: assim será no dia em que o Filho do Homem se manifestar.
Queria destacar apenas que o preparo é que faz a diferença. Veja por exemplo a parábola das dez virgens. Ambos os grupos possuiam lâmpadas. Mas só um grupo possuía azeite. A lâmpada representa a Bíblia e o azeite é a representação do Espírito Santo. Só possuir a Bíblia não resolve. Precisamos da iluminação do Espírito de Deus para compreender a Palavra do Senhor.
